Automação logística moderna exige projetos de intralogística mais sofisticados

Projetos de intralogística mal dimensionados prejudicam o ganho da automação. Veja por que engenharia, layout e integração de sistemas decidem o resultado.

Um Centro de Distribuição investe no sorter mais rápido do mercado e, meses depois, a operação continua processando no mesmo ritmo de antes. A causa costuma estar no layout que não foi redesenhado para sustentar essa nova capacidade ou em um projeto mal executado: pontos de indução mal posicionados, processos ainda não integrados, problemas de movimentação interna e fluxo represado nas docas de saída.

A realidade da intralogística é clara: a tecnologia, por mais avançada que seja, só entrega todo o seu potencial quando está inserida em um projeto bem planejado, dimensionado e integrado à operação.

Automação sem projeto: Por que o ganho não aparece na prática?

É cada vez mais comum uma operação investir em um sorter ou uma esteira automatizada e não alcançar o ganho de produtividade esperado. Muitas vezes, o problema não está no equipamento, mas no projeto ao seu redor: um fluxo mal dimensionado, gargalos ou integrações inadequadas podem limitar a capacidade de toda a operação.

O resultado aparece na conta operacional: horas extras para compensar o que a automação não absorveu, retrabalho de triagem e frete calculado por divergência de cubagem.

Nenhum desses custos aparece isolado, eles se diluem em linhas diferentes até somarem uma margem que não se consegue explicar com precisão.

O teto da sua operação é definido pelo projeto de intralogística

Antes de qualquer equipamento entrar em operação, o projeto de intralogística precisa traduzir a demanda do CD em um fluxo eficiente e bem dimensionado. É nessa etapa em que são definidas questões essenciais: como os diferentes processos e equipamentos se conectam, qual capacidade cada etapa precisa suportar, quais os sistemas devem trocar informações em tempo real e quanto de flexibilidade a operação terá para absorver picos e crescimento.

Escolher o sorter certo é apenas uma etapa da operação, uma vez que a tecnologia sozinha não compensará gargalos e fluxos mal projetados inadequados às necessidades. A tecnologia potencializa o projeto, mas é todo o conjunto que determina o resultado.

É por isso que duas operações com o mesmo equipamento chegam a resultados diferentes. A variável que separa uma da outra não está no catálogo do fornecedor e sim, no projeto de fluxo.

O exemplo prático: Case Grupo Torra

Para entender o impacto de um projeto bem dimensionado, basta olhar para os resultados práticos da automação bem aplicada:

●      Infraestrutura: 95 metros lineares de automação.

●      Equipamento: Sorter Duplo com capacidade de até 6.000 volumes por hora.

●      Alcance: Abastecimento de mais de 80 lojas físicas a partir de uma única operação centralizada.

Esse nível de rendimento é fruto de um projeto de intralogística que desenhou cada etapa do fluxo físico para garantir que as docas de saída escoem o volume triado sem gerar pontos de retenção.

Integração de Sistemas: o que sustenta o ganho no software

Um projeto bem desenhado no chão de fábrica perde efeito se os dados gerados pela automação não circulam para o ERP e o WMS em tempo real. Sem essa integração, alguém ainda reconcilia manualmente o que o sistema físico já processou, reintroduzindo o mesmo atraso que o projeto deveria eliminar.

Um exemplo real de eficiência digital é a integração do sistema OneShip com o TOTVS Protheus, que resultou em um ganho de +40% na velocidade do supply chain. O resultado prova que a automação precisa estar conectada à inteligência de gestão, e não apenas instalada no chão de fábrica.

O custo invisível de adiar a modernização

Segundo benchmarks da Pitney Bowes com operações de alta performance, Centros de Distribuição que tratam a engenharia de fluxo e a integração de sistemas como pilares estratégicos alcançam:

● Até +30% de produtividade no fluxo de expedição.

● Até -35% de redução em estoque parado e represado.

Adiar a revisão da intralogística pode significar conviver por mais tempo com gargalos que limitam a capacidade, elevam o custo por pedido e dificultam o crescimento da operação.  Seus concorrentes operam com maior throughput e menor custo por pedido (cost-per-order), utilizando as mesmas tecnologias disponíveis no mercado.

Leve sua operação para o próximo nível de eficiência.

Você sabe onde estão os gargalos ocultos da sua operação e como projetar um fluxo focado em escala e rastreabilidade?

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