Esteira manual ou automatizada: o guia definitivo de decisão para sua operação logística

Custos operacionais, produtividade, escala e riscos: os critérios que gestores de operações e diretores logísticos devem considerar na escolha

A intralogística vem se destacando como um dos principais vetores de crescimento da cadeia de Supply Chain, que é impulsionada pelo crescimento dos e-commerces e pelas demandas por entregas cada vez mais rápidas.

Estudos indicam que o mercado global de automação intralogística atingiu cerca de USD 23,8 bilhões em 2024, com projeção de ultrapassar USD 64 bilhões até 2033, um crescimento anual superior a 14%.

No Brasil, esse cenário de crescimento é igualmente perceptível, com o setor logístico e intralogístico sendo apontado como terreno fértil para investimentos em automação, tecnologia e eficiência. Nesse sentido existe um ponto de inflexão decisivo: o momento em que a movimentação manual se torna um gargalo operacional, comprometendo a produtividade e o escalonamento do negócio.

Nesse cenário, a transição para sistemas automatizados deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade estratégica. A decisão, contudo, deve ser pautada por quatro pilares fundamentais: eficiência de capital (CAPEX/OPEX), capacidade de processamento, escalabilidade e mitigação de riscos (normas NR12 e Inmetro).

Diante de tantas possibilidades, há ainda muitas dúvidas sobre quais tipos de automação existem e, especificamente no caso de esteiras, qual a diferença entre as manuais e as automáticas.

Neste artigo, você vai compreender a diferença técnica entre  a Esteira Manual (Transportadora de Correia) e as Esteiras Automatizadas (Flexíveis e de Elevação Hidráulica) para melhor tomada de decisão.

Como escolher o tipo de investimento?

1. Custos operacionais e eficiência financeira

Historicamente, a modernização logística era limitada pelo alto investimento inicial (CAPEX). Hoje, o paradigma mudou. A análise financeira de alto nível não foca apenas no valor de aquisição, mas na eficiência do capital aplicado e no custo total da operação ativa.

A Pitney Bowes soluciona essa barreira através da modalidade de Rental (Locação), convertendo o investimento em tecnologia em despesa operacional (OPEX). Isso permite a implementação de sistemas de alta performance sem descapitalizar a empresa, mantendo o fluxo de caixa livre para expansão. Adicionalmente, a fabricação 100% nacional garante a entrega em até 90 dias, eliminando o custo de oportunidade e os riscos de flutuação cambial de equipamentos importados.

Sob a ótica de custos diretos, as soluções apresentam perfis distintos:

Esteira manual (transportadora): Indicada para operações que exigem robustez com baixo custo fixo. Apresenta manutenção simplificada e consumo energético reduzido (motores de 2 CV). Contudo, em cenários de alto fluxo, a dependência de intervenção humana pode elevar o custo variável por volume processado.

Esteiras automatizadas (flexíveis e hidráulicas): Focadas na redução drástica do tempo de carga e descarga (giro de doca). Equipadas com motores de 5 CV com freio e sistemas de elevação, exigem manutenções preventivas mais técnicas para assegurar a alta performance. No modelo de Locação, tais custos são diluídos e amplamente compensados pelo ganho de velocidade, permitindo que o gestor foque no core business enquanto a tecnologia acelera o escoamento da produção.

Produtividade, precisão e escalabilidade

2. Produtividade: o equilíbrio entre carga massiva e fluxo de docas

A produtividade em um centro de distribuição não é medida apenas pela velocidade da correia, mas pela redução do "tempo morto" em cada etapa do processo. Sob este pilar, a escolha tecnológica define a vazão real da operação:

Esteira manual (transportadora): É a premissa para operações que lidam com alta volumetria de peso. Com capacidade para suportar de 250 kg a 350 kg, este equipamento garante um fluxo linear estável em extensões de 6m a 12m. A produtividade aqui é ditada pela constância: o controle por potenciômetro permite que o operador sincronize o transporte ao ritmo da triagem, evitando o acúmulo de pacotes.

Esteiras automatizadas (flexíveis e hidráulicas): Aqui, a produtividade é medida pelo giro de doca. A Esteira de Elevação Hidráulica opera com uma velocidade de 38 metros por minuto, mas seu grande trunfo produtivo é o alcance: ela avança 4 metros para dentro do baú do caminhão. Isso elimina a necessidade de o colaborador caminhar com a carga, acelerando a descarga de ponta a ponta. Já as Esteiras Flexíveis, com capacidade de 30 kg por metro, garantem que a produtividade não seja interrompida por obstáculos físicos, adaptando-se a layouts que mudam conforme o volume do dia.

3. Escala: flexibilidade geométrica vs. estabilidade de processo

A capacidade de escala de um armazém é colocada à prova em períodos de alta sazonalidade, como a Black Friday. Por isso, a tecnologia escolhida deve garantir que a operação se adapte rapidamente às oscilações de demanda.

Esteira manual: Oferece escala por meio da estabilidade. É o equipamento ideal para processos fixos que exigem durabilidade industrial e operação contínua. Sua escala é vertical: suporta mais peso e longas jornadas sem oscilações de performance, e depende majoritariamente de força humana ou empurradores.

Esteiras automatizadas: Oferecem escala por meio da adaptabilidade. A Esteira Flexível é a solução definitiva para o escalonamento horizontal; sua estrutura sanfonada permite que ela seja expandida ou contraída conforme a necessidade, transformando uma zona de conferência em uma linha de expedição em minutos. Além disso, a automação hidráulica permite que a operação escale a variedade de veículos atendidos, desde vans até carretas, sem interrupções para ajustes manuais de altura.

Riscos e limitações operacionais

4. Riscos: mitigação de passivos e ergonomia 4.0

Os riscos presentes em ambientes logísticos não estão relacionados apenas a acidentes, mas também o passivo trabalhista e a interrupção da operação por afastamentos médicos.

Esteira manual: focada em conformidade legal. Nossos modelos possuem proteção NR12 rigorosa em roletes inferiores e partes móveis, garantindo que a robustez do equipamento não comprometa a segurança do operador. É o patamar de segurança necessário para operações de movimentação simples.

Em operações menores, com baixa variação de volumes e produtos, ainda pode ser uma solução funcional. No entanto, à medida que a complexidade e o ritmo de pedidos aumentam, o modelo se torna um gargalo.

Esteiras automatizadas: esteiras automatizadas integram-se a sistemas inteligentes de controle e são capazes de movimentar, classificar e redirecionar produtos de forma contínua, rápida e precisa. São ideais para operações com alta rotatividade e múltiplas zonas de expedição. Somado a isso, oferece mais velocidade operacional, reduz erros e retrabalho com mais acuracidade nos pedidos, otimiza os espaços físicos e oferece melhor ergonomia para os colaboradores.

A decisão entre esteira manual e automatizada vai muito além do custo inicial. Trata-se de uma escolha estratégica que impacta diretamente a competitividade da sua operação, especialmente em um mercado cada vez mais exigente. A escolha entre esteira manual e automatizada depende de alguns fatores estratégicos:

  • Volume de movimentações diárias
  • Complexidade dos fluxos logísticos
  • Meta de crescimento da operação
  • Disponibilidade de investimento inicial
  • Necessidade de integração tecnológica

Pitney Bowes: tecnologia, experiência e inovação em automação logística

Na Pitney Bowes, nossa engenharia nacional assegura que, independente da configuração, sua empresa terá o suporte técnico e a conformidade (NR12/Inmetro) necessários para sustentar o crescimento. Além disso, oferecemos portfólio completo de esteiras automatizadas, sorters, leitores inteligentes e integração com sistemas de gestão.